sábado, 4 de março de 2017

Futebol mas pouco...


Jogo entre CPK e Kei Lun com um desfecho que não faz justiça ao que se passou durante os 90 minutos.
Mas, primeiro, é preciso dizê-lo: foi um jogo pobre este que se assistiu. Muitas faltas e pouco futebol de encher o olho.

Ainda assim, a nota positiva vai mesmo para o conjunto orientado por Josecler, que esteve a ganhar até faltarem 10 minutos para o fim do tempo regulamentar e acabou por entregar os três pontos a um CPK que, sinceramente, merece ser caso de estudo. E que esta vitória não tire a oportunidade para a reflexão sobre os erros cometidos, ou melhor dizendo, sobre a total desorganização que foi esta equipa hoje.

No Kei Lun, Adilson Silva de volta ao onze, esteve em evidência. A equipa estava por cima, com Denilson, Taylor e Diego Borges a pressionarem o último reduto do CPK, e foi a primeira a criar perigo num livre directo cobrado por Diego que obriga a uma defesa milagrosa de Domingos Chan a fazer a bola passar por cima da barra. Toda a gente viu menos a equipa de arbitragem que marcou pontapé de baliza...
Seguiu-se um lance em que o CPK podia ter marcado.

Mas já com Josinho em campo (com apenas 16 anos), rendeu Diego Chagas que saiu lesionado, o Kei Lun obrigou o guardião do CPK a duas defesas apertadas.
Aos 24 minutos, na sequência de um canto, Adilson Silva , ao primeiro poste, faz o 1-0 que vinha dar justiça ao trabalho da equipa do Kei Lun.

Até ao intervalo assistiu-se a um jogo demasiado quezilento, com muitas faltas e fitas, e a um CPK de cabeça perdida, quase. Uma equipa que não apresenta fio de jogo, desorganizada, até na confusão de posições que os jogadores assumem em campo. Prova disso, o desfecho da vitória!

Ronald jogou a central e Vitor Almeida, à partida, numa posição dianteira ao eixo defensivo, no entanto, o português aparece vezes sem conta na zona de finalização na grande área, ou mesmo nas alas a servir o ataque, ataque esse, hoje então, muito desprovido de um goleador (não deveria ser essa a prioridade na contratação depois da dispensa de Roni?).

É difícil perceber que futebol joga este CPK, e a equipa técnica deve reflectir nisso mesmo. Outro pormenor: quem possa reparar, nunca se sabe quem "manda" nesta equipa. Na área técnica destinada ao treinador, ora aparece Leung Kuai Sang, ora aparece Stephen Chow, anda por ali também Inácio Hui, Manuel Cunha... é preciso perceber quem manda na casa para colocar as peças em ordem.

Na segunda parte, nota para duas perdidas incríveis de Denilson que nos obrigam a usar o chavão: quem não marca, sofre.

E foi assim, já com Ronald, literalmente, a jogar a ponta-de-lança, que o CPK tem a felicidade de chegar ao 1-1, aos 80 minutos, num pontapé para a frente que vai parar à cabeça do central. O paraguaio até está acostumado a marcar e nestes desfechos, e é dele também o 2-1, a dar seguimento a um cruzamento de Bruno Figueiredo.
Ao terceiro golo já a equipa do Kei Lun estava vergada à infelicidade de um jogo que podia ter valido três preciosos pontos.

Sabemos que é gíria, mas o futebol é mesmo assim...


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